Estrada de Ferro Sorocabana/ FEPASA

Estrada de Ferro Sorocabana


Município de Chavantes, SP.
Linha-tronco - km 479, 636 (1931).
SP-1156.
Inauguração: 01.01.1909
Uso atual: Museu Histórico.
Data de construção do prédio atual: 1927. 

HISTORICO DA LINHA:
Exatamente às 13 horas do dia 13 de junho de 1872 um grupo de homens munidos de pás e enxadas iniciava, no centro de Sorocaba, à margem do Córrego Supiriri, a construção da Estrada de Ferro Sorocabana (EFS). A ferrovia, projetada e bancada por empresários, teve o trecho entre Sorocaba e São Paulo concluído em três anos, um feito até para os dias atuais”

AS FERROVIAS EM SÃO PAULO:
É importante salientar que em São Paulo, as estradas de ferro foram decorrência natural das exportações agrícolas. Pode-se afirmar que existe uma relação natural entre a expansão da produção cafeeira do Vale do Paraíba e a construção de estradas de ferro naquela região. A construção de ferrovias em São Paulo iniciou-se após a primeira metade do século XIX, formando verdadeira rede de captação do café em direção ao Porto de Santos. De 1867 até a década de 1930 existiam 18 ferrovias, sendo que, deste total, metade, com extensões inferiores a 100 km, serviam de ramais de captação de cargas para as grandes e médias companhias, a saber:     
  • Estrada de Ferro Sorocabana – com 2.074 km;
  • Companhia Mogiana de Estradas de Ferro – 1.954 km;
  • Estrada de Ferro Noroeste do Brasil – 1.539km;
  • Companhia Paulista de Estradas de Ferro – 1.536 km;
  • Estrada de Ferro Araraquara – com 379 km;
  • São Paulo Railway – com 246 km, que até a década de 1930, consistia na única ligação ferroviária do planalto paulista com o Porto de Santos.            


 Carro presidencial da Sorocabana com o presidente Afonso Pena a bordo na viagem inaugural do ramal  do rio Tibagi, 1909

A CRIAÇÃO DA FEPASA:
Em novembro de 1971, pela Lei n.º 10.410/SP, o Governo do Estado de São Paulo, decidiu unificar em uma só empresa, as cinco estradas de ferro de sua propriedade. Naquela época, pertenciam ao Estado a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, Estrada de Ferro Sorocabana, Estradas de Ferro Araraquara, Companhia Mogiana de Estrada de Ferro e Estrada de Ferro São Paulo-Minas. Assim, em decorrência dessa junção, foi criada a FEPASA – Ferrovia Paulista S.A., para gerir, aproximadamente, 5.000 km de vias férreas.                                                                                                                       Sorocabana Railway (1909-1919)
E. F. Sorocabana (1919-1971)
FEPASA (1971-1998)

Histórico: A E. F. Sorocabana foi fundada em 13 de junho de 1872, ligando São Paulo a Sorocaba. Posteriormente a linha seria ampliada até atingir Presidente Epitácio, em 1º de maio de 1922. Antes, porém, a EFS construiu vários ramais, e passou por trocas de donos e fusões: em 1892, foi fundida pelo Governo com a Ytuana, na época à beira da falência. Em 1903, o Governo Federal assumiu a ferrovia, vendida para o Governo paulista em 1905. Este a arrendou em 1907 para o grupo de Percival Farquhar, desaparecendo a Ytuana de vez, com suas linhas incorporadas pela EFS. Em 1919, o Governo paulista voltou a ser o dono, por causa da situação precária do grupo detentor. Assim foi até 1971, quando a EFS foi uma das ferrovias que formaram a estatal FEPASA. O seu trecho inicial, primeiro até Mairinque, depois somente até Amador Bueno, desde os anos 20 passaram a atender principalmente os trens de subúrbio. Com o surgimento da CPTM, em 1994, esse trecho passou a ser administrado por ela. Trens de passageiros de longo percurso trafegaram pela linha-tronco até 16/1/1999, quando foram suprimidos pela concessionária Ferroban, sucessora da Fepasa. A linha está ativa até hoje, para trens de carga.




                      Foto 1: Locomotiva e funcionários 
da Sorocabana; 
Foto 2:Locomotiva da FEPASA;
Foto 3: Trem PS-2 em Chavantes - 
1996 (Foto Cristiano Bueno).

Greve na EFS, noticiada pelo Jornal o Município em 21/01/1934. Arquivo do Museu Municipal.

Jornal O Município 1934

Oficina de locomotivas

 Construção de Estradas Ferroviárias
Imagens do Museu do Trem







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