Irape

 Irapé


Aerofoto da Vila de Irapé.
Entre 1939 e 1940.
Foto ENFA. Publicada
pelo Instituto Geográfico e Cartográfico.


1986
Acervo particular de Leonildo Vidal.


O valor imensurável de documentos históricos é fazer cair por terra o "ouvi dizer"... "foi assim que aprendi"... "é assim que eu quero".

O documento abaixo mostra que o reconhecimento da denominação Irapé, (caminho das Antas) foi feito em 1909, levando em consideração a língua tupi.
Veja:


SANTANA DA CACHOEIRA - IRAPÉ



O ano era 1909.   Moradores do antigo bairro rural "Santana da Cachoeira" iniciaram um movimento para que o local fosse reconhecido  como Distrito de Paz. E o movimento saiu vitorioso pois a Lei Estadual nº 1.172 de 22 de outubro de 1909 e que teve a sua   publicação em 26 de outubro  (DOESP), transformou Santana da Cachoeira em Distrito pertencente ao município de Santa Cruz do Rio Pardo. Interessante notar que o nome foi alterado para  Irapé, (do Tupi: Tapi'irape - Tapi -r- Anta e Irape Caminho, ou Caminho das Antas, também grafado pelo fonema Iapirape):



-"Artigo 1º - Fica creado, no municipio e comarca de Santa Cruz do Rio Pardo, o districto de paz de "Irapé", com as seguintes divisas:"

-"Começam no Poço da Faca, no rio Paranápanema, sobem pelo espigão do Ribeirão Bonito, que divide as fazendas 'Ilha Grande' e 'Cachoeira', por este espigão até encontrar o que converte da fazenda 'Ribeirão Grande', dahi à direita, a encontrar as divisas das terras de Paulo Ferreira Bastos e de Joaquim de Souza Neves, na referida fazenda 'Ribeirão Grande': pelas ditas divisas até encontrar Ribeirão Grande, e por este abaixo até o rio Pardo, por este abaixo até o rio Paranápanema e por este acima até o ponto onde têm começo."

Do referido distrito de Irapé foi desmembrada uma parte, pela Lei nº 1.294, de 27 de dezembro de 1911, publicada em 09 de janeiro de 1912, que criou o município de Santo Grande do Paranapanema (DOESP):

-"Artigo 1º - Fica elevado à categoria de municpio, com a mesma denominação, o districto de Paz de Salto Grande do Paranapanema, do municipio e comarca de Santa Cruz do Rio Pardo."

-"Artigo 2º - O municipio ficará constituido pelo territorio do districto de paz de Salto Grande do Paranapanema e pela parte do territorio do districto de paz de Irapé, comprehendida dentro dos limites constantes do artigo seguinte."

-"Artigo 3º - Os limites do municipio são os seguintes: - começando na barra do ribeirão de Coimbra ou Páu d'Alho, no rio Paranapanema, seguem por este rio acima até frontear o espigão do lado direito do córrego do Lageadinho; deste ponto, pelo cume do espigão, até oponto onde este terminar e dahi a rumo até o kilometro numero 511 da Estrada de Ferro Sorocabana, ficando para o districto de Irapé todas as vertentes do corrego do Lageadinho e para o novo municipio o povoado da estação de Ourinhos; do kilometro 511 seguem a procurar o espigão do lado esquerdo do corrego do Barreirinho ou Barreiro pelo cume deste espigão abaixo até o ponto onde terminar e dahi a rumo até a Ponte Preta, sobre o Rio Pardo, na estrada que, da cidadade de Santa Cruz do Rio Pardo, vae ao Jacarezinho; dahi seguem pelo Rio Pardo abaixo até a barra do rio Turvo; pelo rio Turvo acima até encontrar as divisas do municipio de S. Pedro do Turvo; seguem por estas até encontrar as divisas do municipio de Campos Novos do Paranapanema e por estas até o ponto de partida."

-"Artigo 1º - Fica creado o municipio de Chavantes, com sede no actual districto de egual nome, da comarca de Santa Cruz do Rio Pardo."

-"Artigo 2º - As suas divisas serão as mesmas do actual districto de paz."

(DOESP, 09 de dezembro de 1922).





                #######################################################################


A nossa história está se perdendo. É uma triste constatação.
Poucas famílias conservaram um acervo de documentos ou fotografias e, aquelas que o possuem, conforme vão envelhecendo não encontram mais para quem repassa-lo e, principalmente, pessoas interessadas em sua vivência.
A Folha de SP publicou, dias atrás, preocupante notícia: “A cada 15 anos, perdemos a memória dos últimos 15 anos”.
É claro que os fatos marcantes ficarão registrados mas, e os comuns, e aqueles que compõem no dia a dia, a nossa experiência de vida e formam a nossa história?

E como então, contar uma história que se inicia em 1887?

Posso começar assim:
Era uma vez, um pioneiro (Pioneiro: aquele que primeiro abre ou descobre caminho através de uma região mal conhecida. Explorador) chamado João Ignácio da Costa Bezerra, que encontrou uma bela região de mata virgem, com água abundante e ali abriu uma clareira. Auxiliado por outros pioneiros como João Francisco Machado resolveu adquirir algumas terras e, unidos, conseguiram formar em outubro de 1900, um Patrimônio que recebeu o nome de Santana da Cachoeira.

Estava iniciada a nossa história.

Muitos outros nomes foram surgindo, conforme o Patrimônio crescia: Fazenda Santana da Cachoeira, Patrimônio Santana da Cachoeira, Vila de Santana da Cachoeira, e Irapé.
Importante o fato de que já em 1909, o Irapé possuía Tabelião, o sr. Pedro Pinto da Silva e Juiz de Paz, o sr. João Antonio Gonçalves.

Irapé: a origem do nome.
Vamos deixar de lado o folclórico ir + apé, pois Irapé é uma denominação anterior a de Chavantes.
De acordo com o Sr. Ramis Cury, o nome é indígena e assim ele explica: em Tupi guarani, Ira significa mel e significa chão.
Existe uma abelha que faz buracos no chão para produzir o seu mel. Daí a origem indígena do nome. Os familiares do Sr. Ramis, encontraram muitos objetos indígenas em suas fazendas.
No livro “Na Garupa da Memória”, o Sr Geraldo Machado diz que o nome vem do tupi: I= além de água, líquido, rio, curso d'água. Rapé= caminho do rio.
Entre 1900 e 1925, foi muito grande o desenvolvimento do antigo Patrimônio que logo foi elevado à categoria de Distrito de Santa Cruz do Rio Pardo.
A Família Cury é das mais antigas do Irapé. O Sr José Cury, veio para o Brasil em 1901 e logo sabendo da grande riqueza de Irapé, para cá se locomoveu para mascatear seus produtos. Veio fugido da guerra no Líbano e ao conseguir progredir, trouxe a esposa e os filhos que haviam ficado no país de origem.
Quando aqui chegou, encontrou umas 10 famílias de mascates vivendo no Irapé, entre elas a do Chicão e do Mofarrej.
Com o dinheiro das vendas, José comprou várias chácaras e formou a sua fazenda Cachoeirinha onde havia um alambique que produzia famosa cachaça.
É seu filho Ramis, quem conta: na Revolução de 1932, com medo dos gaúchos, sua família fugiu para Brumado, uma região de mata, perto do que hoje é a Fazenda Marcondinha e, mesmo distantes podiam ouvir o barulho dos tiros que eram trocados entre paulistas e gaúchos.
Com uma excelente memória, o Sr. Ramis conta que era enorme o comércio de Irapé que possuía 16 açougues.
Conta também um fato interessante ocorrido com o Mofarrej. Ao vender seus produtos, entrou sem autorização nas terras que seriam hoje das fazendas, Santa Lucia, Santa Eutália e São Bento. Foi pego pelo administrador que escondeu suas malas e o obrigou a trabalhar o dia todo no terreirão de café. Ao findar o dia, Mofarrej olhou para o gerente e disse: “estas terras ainda serão minhas”.
Anos depois, comprou as fazendas.
O Sr. Ramis conta que o maior circo do mundo, que era alemão veio para o Irapé. Seu nome era Sarrasani. E que o Theatro São José era o melhor e maior da média sorocabana, recebendo artistas de países como França, entre outros.






Ivo de Sousa e Suria Cury, também possuem boas lembranças sobre Irapé além de fornecerem fotos da juventude.
O sr. Adelino Amado de Souza, pai do Ivo, comprou em 1936, uma bem montada oficina de ferreiro e marceneiro em Santa Cruz do Rio Pardo e a trouxe para o Irapé. Era casado com a Sra. Dolores B. Moinhos.
Ao aposentar-se, a tradição continuou com os filhos. Uma habilidade que Ivo conserva até hoje.
Salin Cury, pai da Suria, possuía um açougue que vendia carne de porco e depois montou uma loja chamada Casa Santo Antonio.
Na época da Revolução de 1932, a família de Suria ficou com parentes em Bariri.
O casal Cury/Sousa, lembrou ainda que a Sermec, antes de instalar-se no Irapé, pertencia ao município de Santo Grande, acompanhando desde o início a construção da Usina Hidrelétrica da cidade.
Ao acabar a obra, deslocou-se para Chavantes, para acompanhar a construção da nossa Usina.
Irapé possuía um belo campo de futebol e alguns de seus melhores jogadores eram: Doro, Sardinha, Firmino e Elias Gabriel. O Time era Irapé Futebol Clube.
Leila Cury, farmacêutica, foi proprietária da segunda farmácia do Irapé.

Também conversei com Maria Jacob Lahan.
Seu pai, Elias Jacob Lahan, também veio do Líbano, fugindo da guerra, e chegou ao Irapé em 1926. Sua mãe, Nagibe Hadad ficou no Líbano e logo o pai teve condições de mandar busca-la. Junto com a esposa e os filhos que o casal já tinha, veio para o Brasil a Sra. Heluê Hadad, avó materna de Maria.
A primeira profissão de seu pai no Irapé foi de mascate. Mais tarde, montou uma loja de secos e molhados, tecidos, etc. perto do campo de futebol. Era uma construção de madeira. Muito comum na época.
Maria nasceu no Irapé. Seus irmãos eram: Miguel, Abílio, José, Seid, Jamile, João e Salin.
Maria estudou no Grupo Escolar que funcionava no Theatro São José. O 1º Diretor do Grupo Escolar foi o Sr. Moacir Mandeli, de Santa Cruz do Rio Pardo e sua 1ª professora foi Lidia Contier. Maria guarda até hoje um porta joias que ganhou da professora Lidia, como prêmio de melhor aluna.
Também está vivo em sua memória o fato de que sua família deixou Irapé na Revolução de 32, encaminhando-se para Itaju, onde nasceu seu irmão José.
Durante a revolução, seu pai fornecia mantimentos para os gaúchos.
Numa região denominada Paredão, abaixo da ponte, a troca de tiros era intensa e Maria ainda se recorda das marcas de balas deixadas nas rochas.
Lembra ainda que havia um cartório de propriedade do Sr. Pedro Pucci, pai da nossa amiga Lucia.
Das famílias mais antigas, lembrou: João Maluf, Elias Tebet, Gabriel, dono da sorveteria, Jaques Cobra com casa de corte e costura.
A primeira farmácia do Irapé foi do Sr. João de Paula e a segunda da Leila Cury.
Quando seu irmão Salin Jocob Lahan completou 60 anos de idade, Maria escreveu uma linda mensagem que foi lida na comemoração e emocionou os presentes.
Nela, recordava o irmão tímido, as brincadeiras de infância nos grande quintais, junto a ovelhas, galinhas e cabras; as briguinhas de irmãos, os pãezinhos deliciosos feitos pela mãe e o paiol cheio de milho.
E, um fato marcante. O menino tímido cresceu e num repente comprou uma “chimbica” e a família feliz passeava para todo lugar. Maria sentia-se uma donzela sendo levada aos bailes da região, dentro de um Ford 1929. Como Salin tivesse desde cedo dom para línguas estrangeiras, partiu para os Estados Unidos para um curso intensivo e graças ao fato, toda a família pode conhecer os parentes amerianos.
Hoje, Salin é proprietário de uma escola de línguas em Assis.
Casou-se com Sara com quem teve os filhos Alexandre e Rogério.


A Villa de Irapé

Numa região cercada por grandes fazendas de alfafa e café, sítios e pequenas propriedades rurais, era necessário um local onde as compras mais básicas, de artigos que não eram produzidas no próprio campo, pudessem ser realizadas.

Joaquim Gonçalves Machado (1)
Casa Comercial do Irapé em 1922
Acervo de Geraldo Machado

Possidônio Machado, Benedicto Machado
e um amigo no Irapé.
Acervo de Geraldo Machado

As famílias necessitavam da farinha, óleo, sal, tecidos, algumas roupas prontas e calçados, entre outros.
Foi assim, que a pequena Villa de Irapé conheceu o seu apogeu. Cercada por propriedades rurais, era uma fonte de abastecimento tanto para os ricos como para os pequenos proprietários da região, seus colonos, assim como para os agregados. O dinheiro que corria com a venda da alfafa e café tornou necessária a criação de uma “Casa Bancária”, denominada Casa Guardadora de Dinheiro, de propriedades dos srs Alexandre Café e Anastácio Paschoal.
Com o dinheiro chegando rápido para alguns, uma vida cultural e social se fez necessária. O Theatro São José, construído em 1921, foi o primeiro do oeste paulista e trouxe para o Irapé grandes nomes das artes.  As festas, principalmente as religiosas, reuniam as famílias para uma breve diversão, uma pausa na lida diária e o momento esperado para que a mocinha e o rapaz pudessem, num olhar mais longo, iniciar o namoro sempre às vistas dos zelosos pais ou mesmo dos irmãos. Namoro e noivado rápidos e com os casais ainda bem jovens.
Era uma vida dura. As casas muito simples, construídas com a madeira retirada manualmente das matas que cediam espaço para as lavouras, eram desprovidas de água encanada e luz elétrica. Muitas possuíam chão de terra batida que precisava ser umedecido e varrido todos os dias. A família, sempre numerosa, cuidava dos afazeres da terra. Era a época da enxada, arado, almoço levado na roça por uma das crianças pequenas e comido frio quando a lida era distante. Todos trabalhavam. A mãe ou a avó que permaneciam na casa lavavam as roupas nas águas do rio ou ribeirão, salgavam e guardavam as carnes em potes de banha, fabricavam o rústico sabão que era usado inclusive para o banho (no grande bacião guardado para este fim), faziam compotas, cuidavam dos filhos pequenos, dos pais velhos e, não reclamavam da vida. Era dura para todos.
Possidônio Machado com parentes.
Acervo de Geraldo Machado

Naquela época, alguns quilômetros eram distâncias enormes, principalmente quando percorrida no lombo de um cavalo ou numa charrete. 
Benedicto Machado no Irapé
Acervo de Geraldo Machado

O velho caminhão, quando havia, era usado em ocasiões especiais. As famílias ficavam meses sem ir à cidade e o contato com o mundo exterior, era feito através de alguns parentes que os visitavam, dos fotógrafos conhecidos como retratistas e os mascates que iam vender suas mercadorias.      
Os famosos e esperados mascates, chegavam até as casas simples e também as mais elegantes. Suas malas abertas estavam atulhadas de grandes novidades em tecidos, toalhas para mesas, armarinhos, perfumes, revistas, folhetins. Eram recebidos com alegria, pois traziam sonhos em forma de mercadorias. No final do século XIX, a produção cafeeira em São Paulo serviu de contexto para a chegada de sírios, libaneses, palestinos. Ao contrário de outros imigrantes da época, estes não vinham trabalhar nas lavouras, e sim abastecer como mascates (vendedores itinerantes) os moradores das roças e fazendas – de peões a fazendeiros. A iniciativa garantiu aos árabes um virtual monopólio daquele comércio de porta em porta.

O mascate era simples e generoso, mas também um hábil comerciante. Tinha a capacidade de atender várias pessoas ao mesmo tempo, sempre com muita alegria e disposição. Mascateando criava todos os seus numerosos filhos com muita dignidade.
O sr. Mofarrej, grande proprietário de terras na região, começou a sua vida no Brasil, como mascate no Irapé e região.
"Nassib Mofarrej (1915-1988), empresário libanês radicado no Brasil, austero nos negócios, audacioso nos cassinos. A história do empresário começou como a de boa parte dos imigrantes libaneses que vieram para o Brasil no inicio do século 20. Ele nasceu em Rachaia, uma cidade no sul do Líbano, em 1915, e tinha 11 anos quando emigrou com a família. Foi mascate, junto com o pai e o irmão, vendendo banana e cachaça pelo interior de São Paulo. Deu duro na vida – e chegou à velhice com uma fortuna calculada em 600 milhões de dólares, capaz de colocá-lo em qualquer das melhores listas internacionais de grandes fortunas particulares. Deixou uma história de sucesso nos negócios e também uma rica coleção de casos de um homem que conseguia combinar extremos de austeridade em sua atividade profissional com uma fascinação pelo risco nas mesas de jogo. “Velho Mofa”, como era chamado, obrigava os filhos a trabalhar, nunca permitindo que dormissem além das 10 horas da manhã, mantinha um estilo de vida relativamente modesto, concentrava o grosso de seus investimentos numa área conservadora e de valorização absolutamente segura – os imóveis. O grande lance que abriu as portas da fortuna para Nassib ocorreu nos anos 50, pouco depois de sua chegada à capital paulista, quando comprou um alagadiço de 2 milhões de metros quadrados na Vila Leopoldina, um bairro da periferia da cidade, Saneou o charco, abriu ruas e transformou o terreno numa mina de ouro. Hoje a área é um importante distrito industrial que abriga empresas do porte da General Electric, Gessy Lever e White Martins. "O difícil foi ganhar os primeiros 500 contos", costumava dizer Nassib Mofarrej. "Depois as águas do rio correram para o mar." A última grande empreitada de Mofarrej foi a construção, com recursos próprios, de um luxuoso hotel de vinte andares na região da Avenida Paulista, em São Paulo - o Mofarrej Park, avaliado em 50 milhões de dólares. Ele pretendia administrá-lo diretamente, mas acabou arrendando-o à rede hoteleira internacional Sheraton por um aluguel que engordou 250 000 dólares os rendimentos mensais do empresário, proprietário de mais de 700 imóveis apenas na cidade de São Paulo. Porém, nenhuma transação lhe dera tanta alegria quanto a compra da Fazenda Santa Lúcia, situada em Ourinhos, no interior paulista. Nos anos 30, o pai de Nassib foi proibido de vender seus produtos na fazenda e chegou inconformado em casa. "Não fique triste, papai. Um dia a gente compra essa fazenda", disse Nassib. Este ano (1988), Mofarrej mandou plantar um milhão de pés de café na desejada e adquirida  fazenda Santa Lúcia".

 Nos anos de 1950, 60 e 70, ainda era um costume cultuado nos sítios e fazendas da região as magníficas festas chamadas de joaninas, onde se erguiam os mastros dos santos de devoção e, ao som da viola e acordeom, as famílias podiam dançar, pular a fogueira e comer os pratos típicos. A animação avançava noite adentro.
Outro grande motivo de alegria era a chegada do lambe-lambe. Nas primeiras décadas do século XX surgiram os fotógrafos ambulantes, chamados lambe-lambe, que trabalhavam nas praças e parques fotografando as famílias, casais de apaixonados, reunião de amigos, etc. Eram quase sempre procurados para perpetuarem ocasiões especiais e familiares.
Quando chegavam, era uma correria para tomar banho, pentear os cabelos e vestir a melhor roupa. Depois era só fazer uma pose no terreiro, jardim ou em casa e aguardar a foto branca e preta, que demorava de dois a três meses, depois de tirada, para chegar. Estes retratistas também retocavam fotos antigas de casamento dos avós e pais, uma cor artificial, esquisita mesmo, mas a foto ocupava um lugar de destaque na sala.


 Retratista lambe-lambe

 Máquina lambe lambe

 Foto no jardim

Geraldo e Maria Machado. O sr Geraldo contou que quando o retratista
lambe lambe chegou, sua mãe mandou que os dois filhos corressem para se
lavar e colocar uma roupa boa. Como ele estava brincando, não queria parar
 mas foi obrigado a atender a mãe. Daí a sua fisionomia emburrada e a
mão empurrando a irmã, que não queria tão perto.

Acervo de Geraldo Machado

Mas o ocaso chegou para o Irapé.

Com a construção da Estação de Ferro de Chavantes, Irapé (Distrito de Santa Cruz do Rio Pardo) perdeu seu vigor, todo ele transferido para a futura cidade nascente.
As aproximadamente 60 casas comerciais que abasteciam a região viram a população debandar para o novo Distrito de Chavantes. Já quase não havia como manter o comércio e as lojas foram fechadas. O Theatro São José, o melhor da região virou escola, velório, salão de bailes...
Poucos ficaram, mas os que o fizeram sentem orgulho da terra que os recebeu. Amam seu pedaço de chão e falam do “Velho” Irapé como a fonte inicial que acolheu os desbravadores da nossa terra.
Outro fator de destaque no Irapé de hoje, é o carinho com que as crianças são tratadas nas escolas, as festas bonitas e concorridas que ali são realizadas e, a firme intenção da população, em melhorar o atual Distrito.  
                                                                              


Jacy Nogueira Cobra
No dia 2 de fevereiro de 1946, retornou à cidade, o bravo expedicionário chavantense Jacy Nogueira Cobra, filho do major Joaquim Silverio Nogueira Cobra, residente em Irapé.
O jovem militar, que lutou na Itália, encontrava-se internado em um dos hospitais do Rio de Janeiro devido ao congelamento de suas pernas pela ação do frio nos campos de batalha.
Encontra-se completamente restabelecido o digno representante do Brasil, de Irapé e de Chavantes na Segunda Guerra Mundial, junto à Força Expedicionária Brasileira.



Jornal O Município. 07/03/1935

Distrito: Irapé. 
Unidade Federativa: SP 
DDD: 14 
Estado: SP 
CEP: 18980-000


 Trabalho de Vanessa Nogueira, para apresentação
na faculdade de arquitetura.


 Inauguração da Igreja Matriz Nossa Senhora
do Rosário. 25 de agosto de 1918.
As pessoas estão chegando para a inauguração.
Desconheço o autor.

As fotos são do acervo
particular do casal Ivo e Suria.

Interior da Matriz

 Interior da Igreja.
Suria entrando na Igreja com seu irmão.
   
 Casamento de
Ivo e Suria.

  
 Casamento de Ivo e Suria. 
A noiva jogando seu buquê.
 Casamento de
Ivo e Suria. Almoço em família.

 Casamento de
Ivo e Suria. Almoço em família.

Casamento de
Ivo e Suria. Almoço em família.

Casamento de
Ivo e Suria. Almoço em família.

 Suria Cury.

 Adalberto. O brinquedo foi feito pelo Ivo em sua oficina.

 Aniversário. Alexandre, Adalberto, Mara, Maurício.

 Adalberto e Sueli Torres.
Formatura da antiga 4ª série.

 Adalberto Mauricio e Jorge.
Formatura da antiga 4ª série. 

Adalberto e Suria.Formatura da antiga 4ª série.

 Casa do casal Ivo e Suria, no Irapé

 Pompa na formatura do Curso de Datilografia.
Jaime Salesi, Ramis Cury, Pedro Luiz,
 Roberto Campos, Leila Campos e Professora
Lourdes Nutti

 Suria recebendo o diploma das mãos da professora
Lourdes Nutti.
 Ao fundo, Leila Hadad Campos

Suria e Lourdes Nutti

Chácara da família. Natal de 1988

Uma sequência de fotos de desfiles com lindas crianças
nas ruas do Irapé.







Suria e Marcia


Serviço de aterro da estrada da Ponte Nova.
18 de maio de 2000.
Ivo de Sousa
                                                                                                                     
Existe um procedimento (inquérito civil 004/2003) em trâmite na Promotoria de Justiça de Chavantes para regularização do Distrito de Irapé, uma vez que o seu loteamento não é regular e os moradores não possuem título de propriedade de seus lotes. Com empenho do Serviço de Registro de Imóveis de Chavantes, Dra. Raquel, e do ITESP, Dra. Aline, a regularização está sendo concretizada. O Ministério Público iniciou no ano de 2004 o pedido de regularização, ainda na administração de Wilson Bassit.

Como Aconteceu:
No distrito Irapé, o fazendeiro Emygdio Piedade Filho doou 24 ha às capelas de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora de Santa Anna, no início do século 20. Somente em 1953, a terra teria proprietário pessoa jurídica: a entidade católica Mitra Diocesana de Botucatu. Ao lado da terra de Emygdio, na mesma época, outra pessoa doou 12 ha à Câmara Municipal, a prefeitura daqueles tempos. 
A área total de 36 ha foi loteada pela igreja e Câmara nos anos seguintes e hoje é todo o distrito de Irapé, na cidade de Chavantes. O local abriga 400 imóveis em regularização pelo Itesp .É possível  que até o final do ano os moradores terão as escrituras. O trabalho demanda paciência e tempo, pois envolve, além da igreja, prefeitura, Justiça e Ministério Público. Nesse caso, o Itesp contou com a ajuda do prefeito de Chavantes, o padre Luiz Severino, que trabalhou na igreja de Irapé e conhecia a história das doações. 


 Nova Informação: Tramita na Promotoria de Justiça de Chavantes o inquérito civil 004/2003 que tem por fim a regularização do Distrito de Irapé. O procedimento foi instaurado há vários anos (2003) e a regularização do Distrito vem sendo realizada, todavia há dificuldades pela necessidade de regularização da área para o posterior registro do loteamento. A Prefeitura Municipal firmou convênio com o ITESP e referido órgão está à frente do procedimento. Diversas diligências foram realizadas até a presente data para agilizar o procedimento de regularização. Em maio, foi realizada audiência no Serviço de Registro de Imóveis de Chavantes, entre o Ministério Público, representantes do ITESP e a Oficial do Cartório (Raquel Borges Alves Toscano), visando discutir a melhor maneira para desenvolvimento do trabalho de registro, e as medidas possíveis para conclusão do mesmo dentro do menor prazo possível.


                           
Theatro São José. Foto publicada pelo Jornal Debate

Foto de José Reynaldo

Foto de José Reynaldo

   Foto de JReynaldo, Igreja Matriz.


                                        Fotos do site da Prefeitura Municipal de Chavantes


PSF (Programa Saúde da Família) no PAS Irapé criado na atual administração de Ana Alonso. A equipe do PSF é composta pelos profissionais: Dr. João Henrique Fontes; cirurgia dentista Vanessa Nigri; enfermeira Ana Beatriz; auxiliar enfermagem, Maria do Carmo; agentes comunitários Maria Cristina, Maria Adriana Vaz, Cleide Aparecida e Bianca Silva.


Academia ao ar livre no Distrito de Irapé.

É motivo de muita satisfação quando alguém lê a nossa história e dela participa. Foi o que aconteceu com o
amigo Helio Carlos da Silva Filho, que escreveu no face: "Estive lendo e achei interessante quando se refere ao Brumado, que foi propriedade do sr. Antonio Rubio Medina, e hoje pertence a fazenda Marcondinha.
Morei neste sítio quando criança. Meu pai foi administrador nos anos 50 e eu estudava na Marcondinha. No ano de 1958, Brumado passou a ser Sítio Santa Tereza em memória da esposa do Sr. Rubio, dona Tereza.
Minha professora foi a sra. Idalina Silvestre. Muitas saudades". (...)
Obrigada pelo adendo, Helio. Quando a família relatou que ficou nas matas do Brumado para fugir da invasão dos gaúchos, fiquei imaginando o medo, as dificuldades. No primeiro momento pensei que haviam ficado em casa de amigos, mas o sr. Ramis corrigiu e disse que ficaram na mata mesmo.
Assustador o que a família passou.

Quando a lembrança não é boa!
É necessário informar que em meio a tantas boas lembranças, outras notícias nos trazem os infortúnios dos moradores do Irapé.


A população do Distrito de Irapé fez a sua manifestação de protesto pelo inominável atentado aos nossos navios na Segunda Guerra Mundial, tendo o comércio cerrado suas portas.
À redação do Estado de São Paulo, com muitas assinaturas de pessoas daquele distrito, foi enviado um telegrama nos seguintes termos:
“Distrito de Paz Irapé rodeado oceânicos cafezais representado seu Comercio, Lavoura, Industria, Construtores, Funcionarios, Operarios e Chaufers apela patriotismo ilustre Diretor tornar publico conceituada folha sentimentos profundo pesar vil e traiçoeiro atentado nazista afundando nossos navios e assassinando covarde e miseravelmente nossa gente contra todos os princípios internacionais e humanitários. Solidarios Governo nossa querida Patria. Comercio Fechado. Suspensos divertimentos".

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/ae/LB%2B114%2BBAEPENDY.jpg
Baependi, afundado na noite do dia 15 de agosto de 1942,
 pelo submarino alemão U-507, que resultou na morte de 270 pessoas.

Abandono
Em 06/04/1946 , o Diário de São Paulo registrava que eram muitas as reclamações sobre o abandono em que vivem os núcleos de população no interior de São Paulo dizendo que o que será noticiado não recebeu o “sacramento laico” da estrada de ferro, ficando isolado do resto do mundo em época de chuvas.
"O Distrito de Irapé fica a poucos quilômetros de Chavantes, da qual depende politicamente e por onde passam os trilhos da Sorocabana. O único meio de locomoção geral é o ônibus que faz o itinerário de Ribeirão Claro (PR) – Irapé – Chavantes. As fortes chuvas, porém, tornam intransitáveis as estradas que ligam a esquecida sede de distrito às fazendas e cidades vizinhas, inclusive a que vai até a rodovia oficial, ficando suspendo o tráfego do ônibus referido. E as pontes, levadas pelas chuvas, não são recosntruídas com a rapidez necessária.
Não é só disso que se ressente Irapé. As ruas se acham em completo desleixo, emburacadas, cheias de ervas daninhas, transformadas em pasto e até em roça de milho. Muitas casas têm sido destruídas, graças a simples requerimento, por imprestáveis, e se projetou demolir a cadeia.
O matadouro Municipal, sito no Distrito, tornou-se com a chuva, verdadeiro lamaçal, foco de pernilongos e possibilidade constante de graves transtornos à saúde dos habitantes.
Em 1935, quando era Prefeito o sr. Cel Julio Francisco Pereira da Silva, foi iniciada a construção do novo matadouro, onde se gastaram 60 contos de material, ficando a obra, “que deveria obedecer os requisatos de higiena”, paralizada até agora".

 A 12/11/1934, a falta de água trouxe a notícia:


“Se a falta dagua só causasse Sofrimentos às plantas e flores do nosso Jardim, não era tão lastimável como o sofrimento dos comerciantes locaes, especialmente os que estão localizados na rua Direita a principal desta villa, onde vivem sufocados pelo pò.
A intensa nuvem de pó que se levanta a todo instante, com a passagem de um caminhão ou automóvel com excesso de velocidade, não encarando o mal que fazem e mesmo desrespeitando o decreto da Prefeitura Municipal que prohibe as grandes velocidades dentro do perímetro urbano, abusando dos funcionários que fazem a fiscalização da villa, não se compara com outros sofrimentos oriundos da grande secca que nos avassala.
Ainda mais – No dia 11 do corrente, bela rua central de Irapè passou uma ponta de gado a solta, a qual à bessa e aceleradamente, tomou dos passeios, andando pelo meio fio, a ponto de querer entrar nas casas cujos donos se viram obrigados a fechar suas portas, para não verem invadidos os seus lares pelos boiadeiros sem-cerimonias.
Não só o perigo da invasão dos bois!... E a nuvem de pó que atormentou a população por longo espaço de tempo!...
E para isso há recurso, pois, existe outra rua onde o pó é menos e menos perigosa è a invasão de casas pelos blois a solta que não terão sargettas e meio-fios para estragarem, além do Jardim que, por felicidade não fora invadido.
Esses casos precisam chegar ao conhecimento da zelosa Prefeitura do Municipio.

Em 17/11/1934, a informação é alvissareira:


“Contando com o apoio e boa vontade do dignissimo Prefeito Municipal, apontamos um plano de grande melhoria para a situação e progresso de Irapé.
Plano esse que constitue a mudança do Matadouro Municipal para um ponto mais adequado, isto é, bem afastado da villa, melhoramento esse que muito beneficiará a população, defendendo-a de uma epidemia que se espera a todo momento, pois que o matadoura situado como está escoando toda sua immundice para o Ribeirão que passa pelo meio da villa, onde parte da população faz uso de suas aguas e onde as lavadeiras passam todo o dia, sacrificando sua saúde é o phantasma que vive acenando para a infelicidade de Irapé, digna de melhor sorte.
Trata-se exclusivamente de resguardar a população que até agora sò tem sido prejudicada com a localização daquelle proprio minicipal.


Muitas Chuvas
Com as fortes chuvas que cairam na região em junho de 1946, além de Chavantes, o Distrito de Irapé também enfrentou sérios prejuízos pois até as pontes desabaram, mas  logo  foram recuperadas.


Quando a notícia é engraçada.


A 30/12/1944, apareceu a diferente e engraçada notícia:
“A Ofensiva contra as galinhas”
Galinhas pró Natal, galinhas pró Ano Bom e os galinheiros estão desprovidos de aves. Pois os amigos do alheio já abandonaram a praxe de atacar à noite, praticando-a à luz do dia, rebaixando assim o alto prestígio de uma ladrão de galinhas. Nestes dias, com a expressão de terror nos olhos, o filho de uma “Persona Grata” ataca um lindo “Leghorn” para passar as festas mais folgado com a conta do açougue. Mas...a sorte não o ajudou, foi surpreendido em plena caçada e alvo da mais forte repreensão.
Por aí se vê que a cidade precisa de guarda diurno e não noturno. A perda de uma ave não aleija ninguém, mas, pode bem aleijar o ladrão. Por isso antes de surgir consequências funestas, solicito a quem de direito que tome as necessárias providências.
E assim com esta, vai o meu apelo aos ladrões de galinhas, que tenham paciência em esperar uma baixa no mercado, enquanto perdurar a crise. Que vão comendo carne de galo assada no espeto.
O Justiceiro

Prefeito Roberto Campos no Irapé

Prefeito Roberto campos no Irapé.

EM CONSTRUÇÃO

22 comentários:

Jairo disse...

D. Lilia a Sra. Ja ajudou e muito nossa cidade exercendo atividade como professora. Hoje presenteia a cidade com este blog, que só faz com que todos os chavantenses que se aprofundam em suas informações se sintam mais orgulhosos ainda por ser dessa terra boa e cheia de acontecimentos. Obrigado! Jairo Almeida

Lilia disse...

Jairo querido, obrigada por suas palavras. Gostei muito de dar aulas e gosto, aprendo e me divirto muito com o blog. Bom, né? Forte abraço e sucesso.

Lilia disse...

Comentário de Mariângela:
Parabéns pelo trabalho de resgate da história de Chavantes.
Recentemente fui levar meu pai para rever lugares que fizeram parte da sua infância, tanto em Chavantes como no distrito de Irapé (onde ele residiu no final da década de 30) e eu particularmente gostei muito de ver antigos casarões e imóveis de comércio, mas me encantei mesmo foi com um imóvel localizado em Chavantes com uma arquitetura linda datada de 1921. Tirei 1 foto e meu pai me contou que era um antigo teatro que depois se transformou em escola. Enfim,eu gostaria de ter acesso a mais fotos antigas do município e do distrito, pois meu pai, hoje com 80 anos, sabe muito da história dessa cidade e conheceu muitas pessoas que também residiam lá.
Abraços, Mariangela

Lilia disse...

JOSÉ MARIA DOS SANTOS
Sendo santacruzence e neto de Irapeenses, literalmente viajei no tempo e espaço com as informações do seu blog.Não dá prá ver tudo de vez, mas vou manter o contato e a leitura mais amiúde.PARABÉNS.
ZECA

Lilia disse...

Comentário de Mariângela
Boa Noite Lilia, eu gostaria de sugerir uma averiguação sobre a informação da farmácia em Irapé. Segundo meu pai, a segunda farmácia do distrito foi do Sr. Ophir Nogueira no ano de 1937 (meu avô).

Lilia disse...

Comentário de Vanessa Ariane Ribeiro
Boa Tarde Sra Lilian
Como é difícil encontrar algo sobre Chavantes, meu pai se chama Paulo e nasceu em Chavantes no sitio do Sr. Geraldo Machado, em 1945 e viveu até seus 18 anos lá com minha avó Jandira e meu avó Cyro, conheceu muito bem o Sr Geraldo, Sra. Nelly e seus filhos, como perdemos o contato deles, descobri em uma reportagem sobre o Sitio Prosador que a filha do Sr. Geraldo a Crisitina é voluntaria ai, e meu pai ficou muito saudoso e gostaria de obter o contato para poder adquiri os livros do sr. Geraldo e estar indo visitar a cidade onde nasceu e viveu até seus 18 anos mais especificamente no Sitio Guarantã.
Se conseguir algo por favor entre em contato.
Obrigado


Sara disse...

Eu acho que é muito bom para ser capaz de aprender com o passado e da história espero que todos nós podemos aprender sobre os nossos lugares, eu acho que é por isso que eu gosto tanto trabalho Vila Leopoldina

Lilia disse...

Obrigada por sua visita ao blog, Sara. Realmente devemos sempre conhecer e valorizar o passado. Abraço

Lilia disse...

Comentário de Ana Luisa Fecci
Prezada Lilia Alonso gostaria conectar, pois há muito venho procurando algo sobre meu avô Emilio Cury, é uma jornada de tristeza pois tudo se perdeu, porem minha fé testemunho vivo me dá indicações daqui e dalí, e os documentos levam a crer que meu avô morou em Riberão Claro, queremos saber mais, fiquei feiz quando vi que ele consta deste Blog, agradeço pois vinhamos perdendo esperanças, agora temos um fio condutor que nos levarã a sua última moradaPS: tenho fotos do meu av^na Revolução poderia ajudar a muitas outras famílias.
Despeço-me agradecida Ana Luisa

Lilia disse...

Comentário de Ana Luisa Fecci
Querida Lilian permita-me chamá-la assim pois alguém que dedica-se a tão belo e importante trabalho deve ser dotada de um grau de espiritualidade superior, vendo da forma doce e terna com que trata o povo e a memória de uma determinada região deste imenso país.
Liian os dados que encontro batem com os que tenho de meu avô como seria bom acalmar o coraçãozinho da minha mãe, dando notícias de onde estariam memórias de meu avô Emilio Cury,tenho fotos gostaria que você visse e fizesse uso para seus "apuntes" uma vez que percebo que tudo referente aos pioneiros da região lhe interessa. Espero sinceramente saber mais sobre minha família.
Meu avô como já expliquei casou~se com minha avò Luisa Postiglione (ela Viúva)na cidade de Ponta Grossa Paraná.
Era filho de Calil e Alzira Cury suas irmãs Julia ,Nadia e Edna e seus irmãos Azis e mais outro.
Meu Facebook é Ana Luisa Fecci vou colocar as fotos lá Fotos de época.
Por favor dê-me retorno. Beijos Ana Luisa e Icléia Cury.(Minha Mãe)

Marcelo disse...

Bom dia Liliam, vi que você colocou como uma das familias mais velha do Irapé a familia Cury, veja em documentos que foi retirado pela historiadora do museu de Chavantes os papeis que comprova que meu avô josé Herculano Guerra era professor municipal " Barro da Cachoeira" em 1905 e sua chegada foi por volta de 1890, procure não apagar a verdadeira historia

Lilia disse...

Olá Marcelo, veja bem que coloquei uma das e não a mais velha das famílias do Irapé. Informações antigas estão quase todas perdidas e se vc possuí alguma sobre seus familiares, entre em contato que terei o maior prazer em fazer a postagem.Muitas famílias estão colaborando para que aos poucos eu possa resgatar um pouco do passado.
Obrigada

Anônimo disse...

Tenho orgulho e me sinto honrado de haver tido a Sra. como minha professora (e que bons tempos aqueles... ainda nem sabia das responsabilidades que a vida adulta traria...) Além de parabenizar pelo trabalho gostaria de deixar um comentário: Ainda não sei se a Sra. recebeu da prefeitura algum reconhecimento mas acho que o poder público (executivo ou legislativo) deveriam homenagear a Sra. e seu trabalho (como ocorre aqui em Ourinhos, havendo homenagens a algumas pessoas, de forma pública). Fica a dica ao pessoal do Executivo e Legislativo, pois são raras as pessoas que dedicam tempo e esmero em um trabalho em prol do município (ainda mais sem fins lucrativos). Seu trabalho é digno de nota! (Ricardo Justino)

Lilia disse...

Obrigada, Ricardo. Suas palavras trouxeram muita emoção.Mas não preciso nem espero reconhecimento do poder público. Na verdade o prazer é meu e fico feliz ao saber que o blog satisfaz aos chavantenses. Abraço para vc.

Andreia Guerreiro disse...

Lilian que emoção ver essas fotos dos desfiles de Irapé, que saudades eu fiquei emocionada de ver essas fotos, eu tinha esse chapeuzinho com babadinho de papel crepom até a pouco tempo, que saudades... que vontade voltar a viver isso e mais um pouco se eu soubesse que iria passar tão rápido iria viver muito mais... Obrigada por me proporcionar essa felicidade de ver minha primeira professora amada D. Suria... Se tiveres mais fotos por favor poste para eu ver se tem alguma minha obrigada desde já!
Saudades!!!

Lilia disse...

Oi Andrea, obrigada por suas palavras. Tenho ainda muitas fotos e pouco tempo, rs
Qdo fizer a postagem Escolas, aparecerão mais fotos e vc poderá se encontrar. abraço

tiago lucas disse...

Primeiramente quero parabeniza-la pelo blog e a iniciativa de não deixar a historia de Chavantes e Irapé ficar no esquecimento. Sou professor de geografia no distrito de Irapé, seu blog esta sendo de grande valia para mim e os alunos.

Lilia disse...

Obrigada por suas palavras, Tiago. O blog foi feito justamente para servir de fonte de pesquisas para estudantes. Ainda tenho mais matérias sobre o Irapé e colocarei uma postagem sobre Escolas. Abraço e volte sempre.
lilia

Lilia disse...

Comentário de ALEXANDRE FERREIRA LAHAM

Mensagem Lilia Alonso, obrigado pela menção a minha família... Meu avô Elias, minha tia Maria Jacob e meu pai Salim Jacob Laham.

Lilia disse...

Olá Alexandre, foi um prazer pois sua tia Maria relembrou muitos fatos do Irapé. abço

Anônimo disse...

Meu pai nasceu em Irapé em 1933 e eu não sabia nada sobre este lugar... que benção poder descobrir tantas coisas!
Parabéns.

Lilia disse...

Obrigada. Volte sempre.